Prompt Engineering

O Padrão da Indústria para Prompts (ROCEF) e o Frame

Frame · February 17, 2026 · 7 min read

No desenvolvimento de software e na interação com Inteligência Artificial, existe uma diferença abismal entre «pedir algo» e «arquitetar uma solução». A maioria dos usuários fica no primeiro nível, obtendo resultados medíocres. Os engenheiros de prompts utilizam frameworks padronizados para garantir precisão.

O padrão ouro da indústria é o ROCEF. Mas no Frame, levamos este conceito um passo além, fazendo uma distinção crítica na letra «E» que separa os usuários casuais dos verdadeiros arquitetos de inteligência artificial.

A Anatomia de um Prompt Perfeito: O Framework ROCEF

ROCEF é o acrônimo que transforma pedidos vagos em instruções executáveis.

  • R — Papel (Role): Define a identidade e a perspectiva. Exemplo: «Atue como um Arquiteto de Software especialista em .NET 10».
  • O — Objetivo (Objective): A tarefa concreta e acionável. Exemplo: «Refatorar o controlador de autenticação».
  • C — Contexto (Context): Os limites, antecedentes e restrições. Exemplo: «O projeto usa Blazor Server e não deve expor lógica de negócio no cliente».
  • E — Exemplo / Estrutura: O núcleo do raciocínio (detalhado a seguir).
  • F — Formato (Format): A entrega final esperada. Exemplo: «Código C# dentro de blocos Markdown».

O «E»: O Ponto de Inflexão (Exemplo vs. Estrutura)

Aqui é onde a metodologia do Frame brilha. O «E» não é monolítico; tem duas vertentes que definem a qualidade da resposta.

1. O Usuário Casual (E de Exemplo / Imitação)

O usuário médio utiliza o «E» para fornecer um modelo prévio esperando que a IA imite um padrão.

  • Uso: Ideal para copiar tons de voz, estilos literários ou formatos repetitivos.
  • Limitação: A IA não «pensa», apenas replica a superfície.

2. O Usuário Avançado (E de Estrutura / Lógica)

O engenheiro de prompts utiliza o «E» para fornecer um mapa lógico ou framework. Entende que a IA não é mágica, mas responde à arquitetura da informação.

  • Uso: Ideal para garantir que o raciocínio da IA seja ordenado, completo e estratégico.
  • Vantagem: Obriga o modelo a seguir um processo dedutivo.

Exercício Prático: Da Teoria à Ação

Para visualizar a potência do E de Estrutura frente ao E de Exemplo, analisemos dois prompts reais para uma Estratégia de Vendas B2B no YouTube.

Caso A: Prompt com «E» de Estrutura (Abordagem Frame)

Aqui não pedimos à IA que copie, mas que construa uma estratégia baseada em pilares lógicos: Funis de Conteúdo (TOFU/MOFU/BOFU), Otimização de Conversão com CTAs específicos, e 3 KPIs para medir pipeline. O resultado é um roteiro estratégico, organizado e pronto para executar.

Caso B: Prompt com «E» de Exemplo (Abordagem Imitativa)

Aqui buscamos replicar um estilo específico de comunicação. O resultado é um texto criativo de alta qualidade que «soa» como o exemplo dado.

Conclusão: Frame e a Arquitetura da Intenção

Enquanto o ROCE básico garante que a IA entenda, o ROCEF com Estrutura assegura que o resultado seja operacional e profissional.

No Frame (useframe.co), nossa tecnologia é projetada para facilitar o E de Estrutura. Quando você usa nossa plataforma, o sistema ajuda a definir esses pilares lógicos por meio de Markdown, transformando uma ideia vaga em uma arquitetura de prompt robusta.

«Structure Your Intent» não é apenas um slogan; é a disciplina de saber quando pedir à IA que imite e quando exigir que ela construa.

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